{"id":98,"date":"2025-05-13T14:10:35","date_gmt":"2025-05-13T17:10:35","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=98"},"modified":"2025-05-13T14:59:36","modified_gmt":"2025-05-13T17:59:36","slug":"a-regulagem-da-plantadeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/a-regulagem-da-plantadeira\/","title":{"rendered":"A regulagem da plantadeira"},"content":{"rendered":"\n<p>Era costume na Barra Seca entre os Palmas, os Garcia, os Ribeiros e os Bentos ter sempre uma fam\u00edlia de Meeiros ou ter algu\u00e9m que trabalhava e morava com a fam\u00edlia, uma pessoa que tinha perdido o Pai e a M\u00e3e, trabalhando conforme contratavam verbalmente.<br>Dentre estas pessoas que era de casa lembro do Gabriel Foga\u00e7a, seu irm\u00e3o Ant\u00f4nio. Luiz n\u00e3o me recordo sobrenome, o Aparecidinha, o Jo\u00e3o, Br\u00e1ulio em casa o Ditinho, o Lazinho, apareceu em casa (Jurandir) dizia ser parente de meu pai, e que era da regi\u00e3o de Ibi\u00fana, provavelmente era, pois, a fam\u00edlia Rolim e a Rodrigues das Chagas eram desta regi\u00e3o. Havia tamb\u00e9m os que tinham fam\u00edlias que eram acolhidos pelos moradores da Barra Seca, para isso tinha que ter uma casa.<br>Meu av\u00f4 (Jos\u00e9 Man\u00e9) sempre tinha algu\u00e9m no sitio.<br>O trato com estes lavradores era a meia, chamados de meeiro, no cafezal , plantavam tudo era do meeiro, mas meu av\u00f4 n\u00e3o pagava pelo zelo do cafezal que era a carpina, tinha o compromisso de fazer 3 ou 4 carpinas ao ano , no restante das terras era a meia, 50% para cada um, meu av\u00f4 entregava a terra preparada e fornecia a semente o meeiro, plantava, tratava a planta e colhia dividindo a metade .<br>No correr do ano o meeiro era mantido, alimenta\u00e7\u00e3o, tudo que o meeiro necessitasse at\u00e9 a colheita.<br>Muitas hist\u00f3rias se contam de Fazendeiros que mantinha os empregados como escravos, pois quando colhia, n\u00e3o cobria despesas cobradas pelo fazendeiro ladr\u00e3o e explorador, pois entrava e saia ano e o meeiro sempre devendo. Meu av\u00f4 sempre foi correto, todos ficavam tristes quando tinham que deixar o sitio, minha av\u00f3 Benedita era muito carinhosa com as fam\u00edlias e os tratava bem.<br>Os meeiros que meu av\u00f4 teve, Pedro Miranda, Ant\u00f4nio Mantino, pai do Alcides Pereira Camargo, que um dia aqui em S\u00e3o Paulo , na Pra\u00e7a da S\u00e9, veio me cumprimentar com este nome pomposo, n\u00e3o o reconheci, falou, falou, mas na hora que disse: sou irm\u00e3o do Arcino, reconheci , irm\u00e3o da Maria Rosa. Hoje Alcides Pereira Camargo casado com a prima Lucia, neta do Zeca Bento.<br>Mas entre os meeiros teve outros que vinham de Minas Novas, Minas Gerais, Joaquim, chamado de Joaquinz\u00e3o, pois era alto, tinha mais ou menos, 01,90, era bravo o tal home.<br>Meu av\u00f4 emprestou sua plantadeira, meeiro do Z\u00e9 Jo\u00e3o, (Jonas) que plantou arroz com a maquina e devolveu ao Joaquim que ia plantar feij\u00e3o, deixando a m\u00e1quina regulada para arroz, n\u00e3o regulando para feij\u00e3o<br>Quando o feij\u00e3o come\u00e7ou a nascer, era aquela touceira de feij\u00e3o, cinco seis p\u00e9s por cova, e o tal de Joaquim ficou bravo, Jonas, disse: cada um regule a m\u00e1quina, no primeiro carpina, teve que ir arrancando os p\u00e9s de feij\u00e3o a mais. Era complicado, pois os dois eram Mineiros de Minas Novas e ambos gostavam da peixeira Cavalinho.<br>Joaquim continuou alguns anos com meu av\u00f4, um verdadeiro touro no servi\u00e7o. Mas por ser bravo, deixava muita gente com os p\u00e9s atr\u00e1s, Mas uma hist\u00f3ria da Barra Seca, eu e o Elias est\u00e1vamos la.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era costume na Barra Seca entre os Palmas, os Garcia, os Ribeiros e os Bentos ter sempre uma fam\u00edlia de Meeiros ou ter algu\u00e9m que trabalhava e morava com a fam\u00edlia, uma pessoa que tinha perdido o Pai e a M\u00e3e, trabalhando conforme contratavam verbalmente.Dentre estas pessoas que era de casa lembro do Gabriel Foga\u00e7a, seu irm\u00e3o Ant\u00f4nio. Luiz n\u00e3o me recordo sobrenome, o Aparecidinha, o Jo\u00e3o, Br\u00e1ulio em casa o Ditinho, o Lazinho, apareceu em casa (Jurandir) dizia ser parente de meu pai, e que era da regi\u00e3o de Ibi\u00fana, provavelmente era, pois, a fam\u00edlia Rolim e a Rodrigues das Chagas eram desta regi\u00e3o. Havia tamb\u00e9m os que tinham fam\u00edlias que eram acolhidos pelos moradores da Barra Seca, para isso tinha que ter uma casa.Meu av\u00f4 (Jos\u00e9 Man\u00e9) sempre tinha algu\u00e9m no sitio.O trato com estes lavradores era a meia, chamados de meeiro, no cafezal , plantavam tudo era do meeiro, mas meu av\u00f4 n\u00e3o pagava pelo zelo do cafezal que era a carpina, tinha o compromisso de fazer 3 ou 4 carpinas ao ano , no restante das terras era a meia, 50% para cada um, meu av\u00f4 entregava a terra preparada e fornecia a semente o meeiro, plantava, tratava a planta e colhia dividindo a metade .No correr do ano o meeiro era mantido, alimenta\u00e7\u00e3o, tudo que o meeiro necessitasse at\u00e9 a colheita.Muitas hist\u00f3rias se contam de Fazendeiros que mantinha os empregados como escravos, pois quando colhia, n\u00e3o cobria despesas cobradas pelo fazendeiro ladr\u00e3o e explorador, pois entrava e saia ano e o meeiro sempre devendo. Meu av\u00f4 sempre foi correto, todos ficavam tristes quando tinham que deixar o sitio, minha av\u00f3 Benedita era muito carinhosa com as fam\u00edlias e os tratava bem.Os meeiros que meu av\u00f4 teve, Pedro Miranda, Ant\u00f4nio Mantino, pai do Alcides Pereira Camargo, que um dia aqui em S\u00e3o Paulo , na Pra\u00e7a da S\u00e9, veio me cumprimentar com este nome pomposo, n\u00e3o o reconheci, falou, falou, mas na hora que disse: sou irm\u00e3o do Arcino, reconheci , irm\u00e3o da Maria Rosa. Hoje Alcides Pereira Camargo casado com a prima Lucia, neta do Zeca Bento.Mas entre os meeiros teve outros que vinham de Minas Novas, Minas Gerais, Joaquim, chamado de Joaquinz\u00e3o, pois era alto, tinha mais ou menos, 01,90, era bravo o tal home.Meu av\u00f4 emprestou sua plantadeira, meeiro do Z\u00e9 Jo\u00e3o, (Jonas) que plantou arroz com a maquina e devolveu ao Joaquim que ia plantar feij\u00e3o, deixando a m\u00e1quina regulada para arroz, n\u00e3o regulando para feij\u00e3oQuando o feij\u00e3o come\u00e7ou a nascer, era aquela touceira de feij\u00e3o, cinco seis p\u00e9s por cova, e o tal de Joaquim ficou bravo, Jonas, disse: cada um regule a m\u00e1quina, no primeiro carpina, teve que ir arrancando os p\u00e9s de feij\u00e3o a mais. Era complicado, pois os dois eram Mineiros de Minas Novas e ambos gostavam da peixeira Cavalinho.Joaquim continuou alguns anos com meu av\u00f4, um verdadeiro touro no servi\u00e7o. 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