{"id":82,"date":"2025-05-13T13:48:31","date_gmt":"2025-05-13T16:48:31","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=82"},"modified":"2025-05-13T13:48:33","modified_gmt":"2025-05-13T16:48:33","slug":"as-prendaspapatos-bebes-amarrados-pelos-pes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/as-prendaspapatos-bebes-amarrados-pelos-pes\/","title":{"rendered":"As Prendas(Papatos Beb\u00e9s Amarrados pelos P\u00e9s)"},"content":{"rendered":"\n<p>Mais uma hist\u00f3ria que rolava nas reuni\u00f5es de rezas e ter\u00e7os na Barra Seca, como falo, mais uma que o Mario Vieira sabe, pois, sempre era contato entre os Bentos tinha o Mario Martins, genro do Zeca Bento que sabia alguns causos como este.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nossa Cidade (Fartura), no meu tempo de crian\u00e7a, o P\u00e1roco era o Padre Francisco de Lucia, com o qual eu fiz minha Primeira Comunh\u00e3o aos sete anos, coordenada pela professora Z\u00e9lia Rocha, filha do Jo\u00e3o Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>Dona Z\u00e9lia que assumiu a Escola do Bairro Barra Seca, no come\u00e7o do ano em 1954, mas n\u00e3o terminou, veio como substituta a dona Mariinha filha do Z\u00e9 Dam\u00e1sio, que me reprovou , mas depois me redimi, era sempre o primeiro ou segundo de toda a escola, isto at\u00e9 ir para o Coronel Marcos Ribeiro na quarta s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o era f\u00e1cil todos os dias caminhar 13KM, para cursar a quarta s\u00e9rie, isto aos 11 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas voltando ao tema, festas da Par\u00f3quia, sempre era escolhido um Festeiro, para comandar. Era este que corria atr\u00e1s dos doadores, dos cooperadores na festa, fazia reuni\u00e3o, escolhia quem ia comandar uma barraca, comandar os assados, os Leil\u00f5es e os jogos de cartela. Tudo comandado pelo Festeiro, que sempre era uma pessoa influente e conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano de crise, pegar um festeiro molenga, as coisas n\u00e3o iam bem na Par\u00f3quia. Quem vive em uma Comunidade Cat\u00f3lica, sabe muito bem como \u00e9 importante estas festas, pois os valores arrecadados que levam a sobreviv\u00eancia da Par\u00f3quia o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o Festeiro n\u00e3o se mexia, o Padre resolveu mandar o o Sacrist\u00e3o para ir em busca das ofertas nos s\u00edtios, nas Fazendas, arrecadar dinheiro, frangos, porcos, novilhos, tudo que fosse poss\u00edvel, para a festa da Par\u00f3quia. La foi o Sacrist\u00e3o com o velho Jipe Willes, tra\u00e7\u00f5es nas quatro rodas, nenhum atoleiro segurava. Estava chegando a hora da missa das seis horas da tarde, os sinos tinham repicados as tr\u00eas vezes, convidando a Comunidade para a Missa e nada do Sacrist\u00e3o aparecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Deu as seis horas o Sacrist\u00e3o n\u00e3o apareceu, o padre come\u00e7ou a Missa, o padre fez a leitura do Evangelho o Padre come\u00e7a o Serm\u00e3o, qual foi o tema. O relaxo da Comunidade com a Igreja a falta de doa\u00e7\u00f5es, a falta zelo com as coisas de Deus, descascou a borduna em cima dos fi\u00e9is, que neste caso eram infi\u00e9is. O Padre falava e olhava para ver se o Sacrist\u00e3o aparecia , nada do Sacrist\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ora\u00e7\u00e3o dos fieis foi feito, nada do Sacrist\u00e3o. Veio a ora\u00e7\u00e3o das ofertas, nada do Sacrist\u00e3o. Lembro em Fartura para Leitura do Jo\u00e3o Garcia, tinha uma pot\u00eancia na v\u00f3s, n\u00e3o tinha servi\u00e7o de som, sua v\u00f3s ressoava por toda a Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>A hora que o padre rezou cantando DOMINUS VO BISCOO, la na Sacristia o Sacrist\u00e3o respondeu com aquela v\u00f3s potente,&nbsp;&nbsp;ET COM SPIRITUO.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o padre que estava louco para saber se a visita as Comunidades foram boas, pergunta, no altar, de costa para a Comunidade, conforme era antes da reforma, Paulo VI, Jo\u00e3o XXIII,<\/p>\n\n\n\n<p>IRM\u00c3O O QUE TROUXESTE&lt; cantado.<\/p>\n\n\n\n<p>Responde o Sacrist\u00e3o cantado l\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;da Sacristia, pois n\u00e3o teve tempo de se paramentar.<\/p>\n\n\n\n<p>PAPATO BEB\u00c8S, AMARRADOS PELOS P\u00c8S!<\/p>\n\n\n\n<p>Isto o padre ficou sabendo que era prendas vivas, patos e cabritos, amarrados pelos p\u00e9s, s\u00f3 amarrava pelos p\u00e9s, porque estavam vivos. E o Padre terminou a Missa mais feliz, sabendo que a empreitada do Sacrist\u00e3o tinha dado resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>E ai Mario Vieira j\u00e1 foi festeiro ai em Fartura, os Garcia, os Ribeiros, os Palmas, estavam sempre convocados para serem Festeiro, pois sempre rendia uma novilha para a festa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu era crian\u00e7a, mas estava sempre de olho , o Elias pergunte a Ele, tem Boa cabe\u00e7a, mas pregui\u00e7a em escrever.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma hist\u00f3ria que rolava nas reuni\u00f5es de rezas e ter\u00e7os na Barra Seca, como falo, mais uma que o Mario Vieira sabe, pois, sempre era contato entre os Bentos tinha o Mario Martins, genro do Zeca Bento que sabia alguns causos como este. Na nossa Cidade (Fartura), no meu tempo de crian\u00e7a, o P\u00e1roco era o Padre Francisco de Lucia, com o qual eu fiz minha Primeira Comunh\u00e3o aos sete anos, coordenada pela professora Z\u00e9lia Rocha, filha do Jo\u00e3o Rocha. Dona Z\u00e9lia que assumiu a Escola do Bairro Barra Seca, no come\u00e7o do ano em 1954, mas n\u00e3o terminou, veio como substituta a dona Mariinha filha do Z\u00e9 Dam\u00e1sio, que me reprovou , mas depois me redimi, era sempre o primeiro ou segundo de toda a escola, isto at\u00e9 ir para o Coronel Marcos Ribeiro na quarta s\u00e9rie. N\u00e3o era f\u00e1cil todos os dias caminhar 13KM, para cursar a quarta s\u00e9rie, isto aos 11 anos. Mas voltando ao tema, festas da Par\u00f3quia, sempre era escolhido um Festeiro, para comandar. Era este que corria atr\u00e1s dos doadores, dos cooperadores na festa, fazia reuni\u00e3o, escolhia quem ia comandar uma barraca, comandar os assados, os Leil\u00f5es e os jogos de cartela. Tudo comandado pelo Festeiro, que sempre era uma pessoa influente e conhecido. Um ano de crise, pegar um festeiro molenga, as coisas n\u00e3o iam bem na Par\u00f3quia. Quem vive em uma Comunidade Cat\u00f3lica, sabe muito bem como \u00e9 importante estas festas, pois os valores arrecadados que levam a sobreviv\u00eancia da Par\u00f3quia o ano todo. Como o Festeiro n\u00e3o se mexia, o Padre resolveu mandar o o Sacrist\u00e3o para ir em busca das ofertas nos s\u00edtios, nas Fazendas, arrecadar dinheiro, frangos, porcos, novilhos, tudo que fosse poss\u00edvel, para a festa da Par\u00f3quia. La foi o Sacrist\u00e3o com o velho Jipe Willes, tra\u00e7\u00f5es nas quatro rodas, nenhum atoleiro segurava. Estava chegando a hora da missa das seis horas da tarde, os sinos tinham repicados as tr\u00eas vezes, convidando a Comunidade para a Missa e nada do Sacrist\u00e3o aparecer. Deu as seis horas o Sacrist\u00e3o n\u00e3o apareceu, o padre come\u00e7ou a Missa, o padre fez a leitura do Evangelho o Padre come\u00e7a o Serm\u00e3o, qual foi o tema. O relaxo da Comunidade com a Igreja a falta de doa\u00e7\u00f5es, a falta zelo com as coisas de Deus, descascou a borduna em cima dos fi\u00e9is, que neste caso eram infi\u00e9is. O Padre falava e olhava para ver se o Sacrist\u00e3o aparecia , nada do Sacrist\u00e3o. A ora\u00e7\u00e3o dos fieis foi feito, nada do Sacrist\u00e3o. Veio a ora\u00e7\u00e3o das ofertas, nada do Sacrist\u00e3o. Lembro em Fartura para Leitura do Jo\u00e3o Garcia, tinha uma pot\u00eancia na v\u00f3s, n\u00e3o tinha servi\u00e7o de som, sua v\u00f3s ressoava por toda a Igreja. A hora que o padre rezou cantando DOMINUS VO BISCOO, la na Sacristia o Sacrist\u00e3o respondeu com aquela v\u00f3s potente,&nbsp;&nbsp;ET COM SPIRITUO. J\u00e1 o padre que estava louco para saber se a visita as Comunidades foram boas, pergunta, no altar, de costa para a Comunidade, conforme era antes da reforma, Paulo VI, Jo\u00e3o XXIII, IRM\u00c3O O QUE TROUXESTE&lt; cantado. Responde o Sacrist\u00e3o cantado l\u00e1 &nbsp;da Sacristia, pois n\u00e3o teve tempo de se paramentar. PAPATO BEB\u00c8S, AMARRADOS PELOS P\u00c8S! Isto o padre ficou sabendo que era prendas vivas, patos e cabritos, amarrados pelos p\u00e9s, s\u00f3 amarrava pelos p\u00e9s, porque estavam vivos. E o Padre terminou a Missa mais feliz, sabendo que a empreitada do Sacrist\u00e3o tinha dado resultado. E ai Mario Vieira j\u00e1 foi festeiro ai em Fartura, os Garcia, os Ribeiros, os Palmas, estavam sempre convocados para serem Festeiro, pois sempre rendia uma novilha para a festa. 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