{"id":76,"date":"2025-05-13T13:42:27","date_gmt":"2025-05-13T16:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=76"},"modified":"2025-05-13T14:58:42","modified_gmt":"2025-05-13T17:58:42","slug":"jose-hamilton-ribeiro-e-o-passarinho-verde-nhandaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/jose-hamilton-ribeiro-e-o-passarinho-verde-nhandaia\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro e o Passarinho Verde (Nhandaia)"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 1960 mor\u00e1vamos no sitio de meus av\u00f3s na Barra Seca.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o t\u00ednhamos mais como ampliar nossa \u00e1rea de planta\u00e7\u00e3o, pois l\u00e1 n\u00e3o havia terras dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Surgiu uma oportunidade de trabalhar na fazenda de Francisco Rodrigues de Oliveira, genro do Coronel Marcos Ribeiro, Chiquinho Garcia como conheciam, somos tamb\u00e9m Rodrigues de Oliveira, por isto se relacion\u00e1vamos como Primos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando mor\u00e1vamos na Barra Seca, meu pai arrendou um peda\u00e7o de terras do Z\u00e9 Prioli, onde derrubou uma mata densa e l\u00e1 tinha esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros como, papagaio, Tiriva, Baitaca, maracan\u00e3, nhandaias e o tuim os menores de todos, todos p\u00e1ssaros verde que falam cantam assovia, imitam outras aves, falam algumas palavras, hoje creio que nenhumas destas esp\u00e9cies existem em Fartura, pois n\u00e3o existe matas onde era o habitat natural.<\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade de meu pai em arrendar estas terras era plantar arroz, pagando vinte por cento de arrendamento do total do arroz colhido, isto era o costume.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta terra tinha um ninho de nhandaia, e a pedido de meu irm\u00e3o Luiz, j\u00e1 falecida, meu pai tirou os filhotes deste ninho, que estava a uma altura de 10 ou mais metros, teve que construir uma forma especial para subir a esta altura, teve a ajuda de meu tio Mario j\u00e1 falecido,<\/p>\n\n\n\n<p>A forma para subir foi, uma vara reta e amarrava cip\u00f3s de 50 em 50 cent\u00edmetros, em seguida colocava mais outra coivara emendada na primeira at\u00e9 chegar onde estava os filhotes. Eram dois os filhotes, foram levados para casa, foram criados soltos, pois viviam perturbando as galinhas at\u00e9 que um teve um ataque e morreu. Ficamos s\u00f3 com um.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando mudamos l\u00e1 para o Chiquinho, ele foi levado e continuou solto. Ele ficava o dia inteiro nos ninhos das galinhas, cantava e gritava imitando as galinhas, inclusive nos atacava como a galinha fazia no seu ninho.<\/p>\n\n\n\n<p>Um domingo, n\u00e3o est\u00e1vamos em casa, l\u00e1 chegou o Chiquinho Garcia com o Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro&nbsp;&nbsp;viu o passarinho solto, simplesmente com a complac\u00eancia do Chiquinho Garcia, falou vou levar, segundo Chiquinho Garcia confessou, portanto roubou o nosso passarinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando cheguei da casa de um vizinho que morava na fazenda do Jos\u00e9 Garcia Ribeiro, tamb\u00e9m genro do Coronel Marcos Ribeiro, fui procurar o passarinho, pois era eu quem o cuidava, n\u00e3o encontrei, todos de casa foram a procura, pois vivia solto.<\/p>\n\n\n\n<p>No outro dia, em uma segunda, o Chiquinho Garcia chegou em casa e contou que Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro tinha roubado o passarinho.&nbsp;&nbsp;Disse para o Chiquinho que ia escrever um artigo no jornal sobre o passarinho roubado.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto ocorreu, mais ou menos no per\u00edodo desta reportagem que foi publicado, desta estada em Fartura, pois o Chiquinho e o Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro se relacionavam pela origem de parentesco, origin\u00e1rio de S\u00e3o Sim\u00e3o, depois Santa Rita do Passa Quatro e depois Santa Rosa do Viterbo, onde Jos\u00e9 Hamilton diz ser origin\u00e1rio. Mas tudo come\u00e7ou em S\u00e3o Sim\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Francisco Rodrigues de Oliveira me parece que tamb\u00e9m era de Santa Rosa do Viterbo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca consegui confirmar esta informa\u00e7\u00e3o com Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, mas tenho como informa\u00e7\u00e3o do seu amigo que estava em Fartura com ele, o Francisco Rodrigues de Oliveira o (Chiquinho Garcia), agora isto \u00e9 real , eu existo, o passarinho existiu, moramos naquela fazenda, o Chiquinho Garcia era real, as fazendas e os propriet\u00e1rios existiam, inclusive bem pr\u00f3ximo de onde morou o Coronel Marcos Ribeiro, quando voltou de Tomazina, pois conheci&nbsp;&nbsp;os escombros da casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer saber mais, pergunte ao Elias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1960 mor\u00e1vamos no sitio de meus av\u00f3s na Barra Seca. N\u00e3o t\u00ednhamos mais como ampliar nossa \u00e1rea de planta\u00e7\u00e3o, pois l\u00e1 n\u00e3o havia terras dispon\u00edveis. Surgiu uma oportunidade de trabalhar na fazenda de Francisco Rodrigues de Oliveira, genro do Coronel Marcos Ribeiro, Chiquinho Garcia como conheciam, somos tamb\u00e9m Rodrigues de Oliveira, por isto se relacion\u00e1vamos como Primos. Quando mor\u00e1vamos na Barra Seca, meu pai arrendou um peda\u00e7o de terras do Z\u00e9 Prioli, onde derrubou uma mata densa e l\u00e1 tinha esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros como, papagaio, Tiriva, Baitaca, maracan\u00e3, nhandaias e o tuim os menores de todos, todos p\u00e1ssaros verde que falam cantam assovia, imitam outras aves, falam algumas palavras, hoje creio que nenhumas destas esp\u00e9cies existem em Fartura, pois n\u00e3o existe matas onde era o habitat natural. A finalidade de meu pai em arrendar estas terras era plantar arroz, pagando vinte por cento de arrendamento do total do arroz colhido, isto era o costume. Nesta terra tinha um ninho de nhandaia, e a pedido de meu irm\u00e3o Luiz, j\u00e1 falecida, meu pai tirou os filhotes deste ninho, que estava a uma altura de 10 ou mais metros, teve que construir uma forma especial para subir a esta altura, teve a ajuda de meu tio Mario j\u00e1 falecido, A forma para subir foi, uma vara reta e amarrava cip\u00f3s de 50 em 50 cent\u00edmetros, em seguida colocava mais outra coivara emendada na primeira at\u00e9 chegar onde estava os filhotes. Eram dois os filhotes, foram levados para casa, foram criados soltos, pois viviam perturbando as galinhas at\u00e9 que um teve um ataque e morreu. Ficamos s\u00f3 com um. Quando mudamos l\u00e1 para o Chiquinho, ele foi levado e continuou solto. Ele ficava o dia inteiro nos ninhos das galinhas, cantava e gritava imitando as galinhas, inclusive nos atacava como a galinha fazia no seu ninho. Um domingo, n\u00e3o est\u00e1vamos em casa, l\u00e1 chegou o Chiquinho Garcia com o Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro&nbsp;&nbsp;viu o passarinho solto, simplesmente com a complac\u00eancia do Chiquinho Garcia, falou vou levar, segundo Chiquinho Garcia confessou, portanto roubou o nosso passarinho. Quando cheguei da casa de um vizinho que morava na fazenda do Jos\u00e9 Garcia Ribeiro, tamb\u00e9m genro do Coronel Marcos Ribeiro, fui procurar o passarinho, pois era eu quem o cuidava, n\u00e3o encontrei, todos de casa foram a procura, pois vivia solto. No outro dia, em uma segunda, o Chiquinho Garcia chegou em casa e contou que Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro tinha roubado o passarinho.&nbsp;&nbsp;Disse para o Chiquinho que ia escrever um artigo no jornal sobre o passarinho roubado. Isto ocorreu, mais ou menos no per\u00edodo desta reportagem que foi publicado, desta estada em Fartura, pois o Chiquinho e o Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro se relacionavam pela origem de parentesco, origin\u00e1rio de S\u00e3o Sim\u00e3o, depois Santa Rita do Passa Quatro e depois Santa Rosa do Viterbo, onde Jos\u00e9 Hamilton diz ser origin\u00e1rio. Mas tudo come\u00e7ou em S\u00e3o Sim\u00e3o.&nbsp; &nbsp;Francisco Rodrigues de Oliveira me parece que tamb\u00e9m era de Santa Rosa do Viterbo. 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