{"id":73,"date":"2025-05-13T13:40:14","date_gmt":"2025-05-13T16:40:14","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=73"},"modified":"2025-05-13T14:58:32","modified_gmt":"2025-05-13T17:58:32","slug":"o-mascador-de-fumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/o-mascador-de-fumo\/","title":{"rendered":"O Mascador de Fumo"},"content":{"rendered":"\n<p>Hoje vou falar sobre uma tradi\u00e7\u00e3o de algumas fam\u00edlias que , ainda tenta resistir as novas regras pelo zelo da sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos problemas que preocupa os Governos \u00e9 o fumar, (fumo).No s\u00e9culo passado existia na Barra Seca ou no seus arredores, fam\u00edlias que se dedicavam ao plantio do fumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma fam\u00edlia que sempre trabalhou com isto foi a fam\u00edlia do Senhor J\u00falio Coldibelli, que chegou em Fartura nos anos vinte vindo de Ouro Fino, Minas Gerais, com dois filhos o Arquimedes e o Lino, claro, esposa dona Maria, lembro do sofrimento dela com reumatismo nas m\u00e3os, com uma dor intoler\u00e1vel, aquela voz t\u00edpica de Italiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Senhor J\u00falio, trouxe contigo o conhecimento do plantio do fumo, toda a t\u00e9cnica, da semeadura da semente a cura do fumo, coisa que um dia descreverei.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu av\u00f4 tamb\u00e9m cultivava fumo, com isso seu filho, Tio Zeca, Tio Jo\u00e3o, tio Mario aprenderam a lidar com esta agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Os filhos de J\u00falio Coldibelli, todos foram agricultores de fumo, trabalhavam no zelo do cafezal, mas entre estes cultivavam o fumo, que ajudava em muito na economia dom\u00e9stica, nunca vi est\u00e1 fam\u00edlia passar dificuldade, pois a venda do fumo ajudava a suprir as necessidades da casa., e falar em fumo Coldibelli em Fartura, era falar em sin\u00f4nimo de qualidade. Os filhos do senhor J\u00falio, todos eles, inclusive o genro Jos\u00e9 Moraes, foram agricultores de fumo, os filhos Arquimedes, Lino, genro Jos\u00e9 Moraes, Sebasti\u00e3o, Tonico, Miguel, Carlito, Jos\u00e9, todos especialistas em fabricar a corda melada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um que se destacou, foi Sebasti\u00e3o Coldibelli, que falar em fumo de corda Coldibelli, era falar no fumo feito por Sebasti\u00e3o Coldibelli, n\u00e3o sei se esta fam\u00edlia deixou herdeiros desta tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas meus tios , tamb\u00e9m trabalharam com o plantio do fumo, hoje os filhos do Tio Zeca, Dit\u00e3o como conhecido, Ti\u00e3o, Lu\u00eds, trabalham com esta agricultura, que j\u00e1 n\u00e3o exerce facinio,pois os velhos consumidores do fumo de corda est\u00e3o se esvaindo, havendo pouco consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas meu pai Alicio tamb\u00e9m plantava fumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Umas das plantas foi l\u00e1 no Chiquinho Garcia, dava um belo trabalho, da semeadura da semente, (canteiro), muda para a terra, o zelo com os pulg\u00f5es e o bicho do fumo, a colheita no ponto certa folhas maduras, colocar no estaleiro, distala\u00e7\u00e3o, fazer a corda , enrolar, o zelo depois todos os dia virar o fumo e enrolar, isto demora em torno de 45 a 60 dias para o fumo chegar no ponto.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00ednhamos fumo curado, era bom, sempre garantia uns trocados para casa e para n\u00f3s .Tendo fumo em casa agu\u00e7ou a curiosidade do irm\u00e3o Luiz, pois o fumo servia para cigarro de corda, Cachimbo, outra coisa, Mascar o fumo, coisas que pessoas mais idosas faziam.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 que o irm\u00e3o resolveu experimentar, (mascar fumo).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste dia eu e o Zezo est\u00e1vamos no eito, desde manh\u00e3, l\u00e1 pelas 10,00 horas esper\u00e1vamos o almo\u00e7o, deu 11,00 horas, deu meio dia e nada do Lu\u00eds, vir com o almo\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o sol j\u00e1 tinha virado, l\u00e1 aparece o Lu\u00eds bem abatido, eu o Z\u00e8zo<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;desesperado de fome, pois na ro\u00e7a comece cedo, no m\u00e1ximo 10,00horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual foi a confiss\u00e3o do irm\u00e3o Lu\u00eds: h\u00e1 eu vi tanta gente mascar o fumo, fui experimentar, s\u00f3 que engoli o caldo, passei mal, n\u00e3o tinha coragem de levantar.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje presto minha homenagem a estas pessoas que aqui citei, n\u00e3o est\u00e3o entre n\u00f3s, senhor J\u00falio e seus filhos com dona Maria, Arquimedes, Lino, Madrinha Carmem que nos deixou a pouco tempo, com seu marido, Jos\u00e9 Moraes, sabes quem \u00e9? Meu padrinho Guga, parceiro de truque do meu tio Zeca, Sebasti\u00e3o, Tonico, Miguel, Carlito, o Z\u00e9 creio que \u00e9 vivo, tem outras filhas creio que vivas, o meu av\u00f4, com minha v\u00f3 Benedita, Meu pai Alicio, minha m\u00e3e Maria, tio Zeca, tio Jo\u00e3o, tia Ana com tio Jo\u00e3o Otaviano, e o tio Mario que pouco nos deixou e ao meu irm\u00e3o Lu\u00eds que me tr\u00e1s a mem\u00f3ria esta recorda\u00e7\u00e3o, todos estes aqui j\u00e1 estiveram entre n\u00f3s, hoje me aperta o cora\u00e7\u00e3o em relembra-los como vivemos um dia, que hoje \u00e9 so Saudade destas pessoas que constru\u00edram a minha exist\u00eancia e me ajudaram a caminhar at\u00e9 hoje, que posso dizer que sou premiado por esta longa estrada caminhada, trope\u00e7ando e levantando, pois sempre tenho uma m\u00e3o amiga para me ajudar. Hoje \u00e9 saudade recorda\u00e7\u00e3o, pois hoje \u00e9 dia de Finados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje vou falar sobre uma tradi\u00e7\u00e3o de algumas fam\u00edlias que , ainda tenta resistir as novas regras pelo zelo da sa\u00fade. Um dos problemas que preocupa os Governos \u00e9 o fumar, (fumo).No s\u00e9culo passado existia na Barra Seca ou no seus arredores, fam\u00edlias que se dedicavam ao plantio do fumo. Uma fam\u00edlia que sempre trabalhou com isto foi a fam\u00edlia do Senhor J\u00falio Coldibelli, que chegou em Fartura nos anos vinte vindo de Ouro Fino, Minas Gerais, com dois filhos o Arquimedes e o Lino, claro, esposa dona Maria, lembro do sofrimento dela com reumatismo nas m\u00e3os, com uma dor intoler\u00e1vel, aquela voz t\u00edpica de Italiana. Senhor J\u00falio, trouxe contigo o conhecimento do plantio do fumo, toda a t\u00e9cnica, da semeadura da semente a cura do fumo, coisa que um dia descreverei. Meu av\u00f4 tamb\u00e9m cultivava fumo, com isso seu filho, Tio Zeca, Tio Jo\u00e3o, tio Mario aprenderam a lidar com esta agricultura. Os filhos de J\u00falio Coldibelli, todos foram agricultores de fumo, trabalhavam no zelo do cafezal, mas entre estes cultivavam o fumo, que ajudava em muito na economia dom\u00e9stica, nunca vi est\u00e1 fam\u00edlia passar dificuldade, pois a venda do fumo ajudava a suprir as necessidades da casa., e falar em fumo Coldibelli em Fartura, era falar em sin\u00f4nimo de qualidade. Os filhos do senhor J\u00falio, todos eles, inclusive o genro Jos\u00e9 Moraes, foram agricultores de fumo, os filhos Arquimedes, Lino, genro Jos\u00e9 Moraes, Sebasti\u00e3o, Tonico, Miguel, Carlito, Jos\u00e9, todos especialistas em fabricar a corda melada. Mas um que se destacou, foi Sebasti\u00e3o Coldibelli, que falar em fumo de corda Coldibelli, era falar no fumo feito por Sebasti\u00e3o Coldibelli, n\u00e3o sei se esta fam\u00edlia deixou herdeiros desta tecnologia. Mas meus tios , tamb\u00e9m trabalharam com o plantio do fumo, hoje os filhos do Tio Zeca, Dit\u00e3o como conhecido, Ti\u00e3o, Lu\u00eds, trabalham com esta agricultura, que j\u00e1 n\u00e3o exerce facinio,pois os velhos consumidores do fumo de corda est\u00e3o se esvaindo, havendo pouco consumo. Mas meu pai Alicio tamb\u00e9m plantava fumo. Umas das plantas foi l\u00e1 no Chiquinho Garcia, dava um belo trabalho, da semeadura da semente, (canteiro), muda para a terra, o zelo com os pulg\u00f5es e o bicho do fumo, a colheita no ponto certa folhas maduras, colocar no estaleiro, distala\u00e7\u00e3o, fazer a corda , enrolar, o zelo depois todos os dia virar o fumo e enrolar, isto demora em torno de 45 a 60 dias para o fumo chegar no ponto. T\u00ednhamos fumo curado, era bom, sempre garantia uns trocados para casa e para n\u00f3s .Tendo fumo em casa agu\u00e7ou a curiosidade do irm\u00e3o Luiz, pois o fumo servia para cigarro de corda, Cachimbo, outra coisa, Mascar o fumo, coisas que pessoas mais idosas faziam. N\u00e3o \u00e9 que o irm\u00e3o resolveu experimentar, (mascar fumo). Neste dia eu e o Zezo est\u00e1vamos no eito, desde manh\u00e3, l\u00e1 pelas 10,00 horas esper\u00e1vamos o almo\u00e7o, deu 11,00 horas, deu meio dia e nada do Lu\u00eds, vir com o almo\u00e7o. Quando o sol j\u00e1 tinha virado, l\u00e1 aparece o Lu\u00eds bem abatido, eu o Z\u00e8zo &nbsp;desesperado de fome, pois na ro\u00e7a comece cedo, no m\u00e1ximo 10,00horas. Qual foi a confiss\u00e3o do irm\u00e3o Lu\u00eds: h\u00e1 eu vi tanta gente mascar o fumo, fui experimentar, s\u00f3 que engoli o caldo, passei mal, n\u00e3o tinha coragem de levantar. Hoje presto minha homenagem a estas pessoas que aqui citei, n\u00e3o est\u00e3o entre n\u00f3s, senhor J\u00falio e seus filhos com dona Maria, Arquimedes, Lino, Madrinha Carmem que nos deixou a pouco tempo, com seu marido, Jos\u00e9 Moraes, sabes quem \u00e9? Meu padrinho Guga, parceiro de truque do meu tio Zeca, Sebasti\u00e3o, Tonico, Miguel, Carlito, o Z\u00e9 creio que \u00e9 vivo, tem outras filhas creio que vivas, o meu av\u00f4, com minha v\u00f3 Benedita, Meu pai Alicio, minha m\u00e3e Maria, tio Zeca, tio Jo\u00e3o, tia Ana com tio Jo\u00e3o Otaviano, e o tio Mario que pouco nos deixou e ao meu irm\u00e3o Lu\u00eds que me tr\u00e1s a mem\u00f3ria esta recorda\u00e7\u00e3o, todos estes aqui j\u00e1 estiveram entre n\u00f3s, hoje me aperta o cora\u00e7\u00e3o em relembra-los como vivemos um dia, que hoje \u00e9 so Saudade destas pessoas que constru\u00edram a minha exist\u00eancia e me ajudaram a caminhar at\u00e9 hoje, que posso dizer que sou premiado por esta longa estrada caminhada, trope\u00e7ando e levantando, pois sempre tenho uma m\u00e3o amiga para me ajudar. 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