{"id":70,"date":"2025-05-13T13:37:32","date_gmt":"2025-05-13T16:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=70"},"modified":"2025-05-13T13:37:35","modified_gmt":"2025-05-13T16:37:35","slug":"mutirao-da-barra-seca-continuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/mutirao-da-barra-seca-continuacao\/","title":{"rendered":"\u00a0Mutir\u00e3o Da Barra Seca (Continua\u00e7\u00e3o)"},"content":{"rendered":"\n<p>Vou hoje descrever como foi este mutir\u00e3o em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai decidiu fazer este mutir\u00e3o pelo fato de ter que entregar a \u00e1rea no tempo combinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tinha que ver se tinha condi\u00e7\u00f5es de comprar os pertences necess\u00e1rio para a execu\u00e7\u00e3o do mutir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pertences tais como, bebida, pinga, vinho, ch\u00e1 mate, o caf\u00e9, no nosso caso, t\u00ednhamos caf\u00e9 caseiro, s\u00f3 tinha que torrar e moer, isto feito em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alimentos tinha que ser dimensionados a quantidade de macarr\u00e3o, a massa tomate, queijo para macarronada, comprado e ralado em casa, para ficar mais barato, quantidade de frangos necess\u00e1rios, ou carne de porco, no nosso caso foi frango criado em casa, dimensionado pela quantia de pessoas que viriam no mutir\u00e3o, isto com ajuda de uma pessoa experiente, no nosso caso, nosso av\u00f4 Z\u00e9 Man\u00e9, como era conhecido, e minha v\u00f3 Benedita.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa importante \u00e9ra ter as panelas ou os fornos para fazer os alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O macarr\u00e3o tinha que ser feito em forno que coubesse bastante macarr\u00e3o, panela para fazer os frangos, geralmente forno. E o caf\u00e9 ou ch\u00e1 mate, coados maiores que usados na rotina di\u00e1ria. Os pratos e colheres, eram aqueles esmaltados, meus pais emprestaram dos parentes, lembro que marcavam com esmalte, quando fosse devolver, sabiam quem eram os donos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro que meus av\u00f3s tinham tudo isto, fornos algumas panelas maiores, pois faziam sab\u00e3o, a\u00e7\u00facar de cana e alguns casos a casa grande dos Bentos, tamb\u00e9m tinham todos este apetrechos de cozinha, inclusive lembro do taxo de cobre que tinham l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Feito tudo que era necess\u00e1rio, o que n\u00e3o tinha, comprava ou emprestava aquilo que n\u00e3o havia necessidade de comprar.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai e meus irm\u00e3os sa\u00edram de casa em casa fazer os convites para o mutir\u00e3o, o que era de costume ningu\u00e9m negava o convite e nem havia critica pelo motivo do mutir\u00e3o, \u00fanica coisa, nunca coincidir com outro no bairro. Algumas vezes os mais velhos resolvia este conflito,<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa necess\u00e1rio no mutir\u00e3o era as limas, ou as pedras para melhorar o corte das ferramentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa necess\u00e1rio era agua para servir os trabalhadores, tinha que ter os corotes, as moringas e as porungas para levar agua no eito, e no decorrer do trabalho l\u00e1 vai meu pai oferecendo uma dose de cana chic ou um copo de vinho sangue de boi.<\/p>\n\n\n\n<p>No hor\u00e1rio do almo\u00e7o, foi servido em casa, pois se fosse levar no eito, seria necess\u00e1rio caldeir\u00f5es e os talheres serem transportado, por isto foi servido em casa, onde cada um pegava seu prato e colher, na ro\u00e7a n\u00e3o usava garfo como hoje, onde havia alguns que repetia o prato, comia-se a vontade, claro, uma dose de pinga ou vinho com a comida, no caso deste mutir\u00e3o, macarronada com frango, depois um golinho de caf\u00e9, isto foi em casa. Depois do almo\u00e7o, voltaram par o eito, trabalhavam um pouco mais, no ro\u00e7ado no caso deste mutir\u00e3o, aconteciam coisas bem caracter\u00edsticos como as cantorias, m\u00fasicas de pedidas de ajuda&nbsp;&nbsp;no eito, m\u00fasicas de \u00e9poca do Tonico e Tinoco, tamb\u00e9m fizeram uma forma de deixar uma turma fechada em um cap\u00e3o, foi divertido, depois veio o pedido em cantoria para ajudar a terminar o cap\u00e3o, lembro da bronca de um deles pela falta de agua para beber, coloc\u00e1vamos lim\u00e3o na agua para diminuir a quantia de aguas bebida.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois a tarde, foi servido caf\u00e9 com p\u00e3o caseiro, feito em fornalha de lenha, ou tamb\u00e9m com ch\u00e1 mate, tudo isto era uma festa para os companheiros que foram ajudar meu pai, como citei, em casa eram Eu meu irm\u00e3o Elias, O Z\u00e9zo e o Lu\u00eds o mais velho, faleceu em 2001, meus pais Alicio e Maria, meu pai faleceu picado por uma cobra cascavel em nosso sitio em 1973, minha m\u00e3e faleceu em 2001, meus av\u00f3s Z\u00e9 Man\u00e9 e Benedita, j\u00e1 falecidos<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho que fazer uma homenagem a maioria das pessoas que participaram neste mutir\u00e3o, s\u00e3o in m\u00e9mory, pois s\u00e3o falecidos, vou fazer como uma chamada pela saudade que nos causa est\u00e1 aus\u00eancia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Meus pais Alicio e Maria, meu irm\u00e3o Lu\u00eds, Meus av\u00f3s Jos\u00e9 e Benedita, meus tios, Zeca, Mario, Jo\u00e3o, tio Jo\u00e3o e Ana, meus tios padrinhos Oliveira e Bilica, Pedrinho e Isaura, primos, Maria e Mario, filho Z\u00e9 Eurico, Dona Rosa Fiory, Adelino Garbelotti, Sebasti\u00e3o Coltibelli, esposa dona Maria \u00e9 viva, Dinho me parece que tamb\u00e9m estava, enfim fam\u00edlia&nbsp;&nbsp;de dona Rosa, em mem\u00f3ria Dito Palma filho Sebasti\u00e3o, Zezito Vieira Palma, me parece que est\u00e1 vindo a mem\u00f3ria que o Mario Vieira estava tamb\u00e9m, meu padrinho Guga, esposo da madrinha Carmem , o Domingo Palma, o Jo\u00e3o Bas\u00edlio, esposo da Luiza que era irm\u00e3o do Zeca Nogueira, Jo\u00e3o era compadre do pai, o Zeca estava com a Geralda com os filhos e a luzia que \u00e9 casada com o Jo\u00e3o Barboza, seus filhos Carlos, Jo\u00e3o e Reinaldo, ambos falecidos, vivas me parece a F\u00e1tima e a Aparecida. N\u00e3o posso deixar de citar o primo In\u00e1cio, como citei um filho do Z\u00e9 Mingo estava no mutir\u00e3o vou citar seu nome apesar de dizer que n\u00e3o me conhece, o Duarte estava neste mutir\u00e3o, o Z\u00e9 Barbosa e a Juraci, o Tonico Barbosa, fim tr\u00e1gico como meu pai, os futuros genros do Jo\u00e3o Bas\u00edlio, Gentil e outro que n\u00e3o me vem a mem\u00f3ria, mas eles eram ligados ao Fidenco Canan\u00e9ia, que tocava violino e era lenhador, cortador de lenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Teve mais pessoas que ajudaram minha m\u00e3e na cozinha, tais como , minha V\u00f3 Benedita, Maria do Mario, Juraci do Z\u00e9 Barbosa, Tia Isaura, madrinha Bilica, creio que a tia Lurdes, dona Rosa, agora Lembrei mais algu\u00e9m que estava o Joaquim e o Mino e um que era folclore, mas l\u00e1 estava, o Tuf\u00e3o e o seu irm\u00e3o, moravam l\u00e1 no Z\u00e9 Prioli, eram muito amigos de meu pai e n\u00f3s meninos nos davam demais com eles. Do seu J\u00falio Coldibelli e de dona Maria tinha mais alguns de seus filhos, eram compadres de meu pai.<\/p>\n\n\n\n<p>O mutir\u00e3o para ser detalhado, teria que ser contado em pelo menos 100 p\u00e1ginas, seria um livro, aqui n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o esque\u00e7amos que a noite tem o baile que tem detalhes interessantes que muita gente vai se recordar, ent\u00e3o at\u00e9 a noite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou hoje descrever como foi este mutir\u00e3o em casa. Meu pai decidiu fazer este mutir\u00e3o pelo fato de ter que entregar a \u00e1rea no tempo combinado. Tinha que ver se tinha condi\u00e7\u00f5es de comprar os pertences necess\u00e1rio para a execu\u00e7\u00e3o do mutir\u00e3o. Pertences tais como, bebida, pinga, vinho, ch\u00e1 mate, o caf\u00e9, no nosso caso, t\u00ednhamos caf\u00e9 caseiro, s\u00f3 tinha que torrar e moer, isto feito em casa. Os alimentos tinha que ser dimensionados a quantidade de macarr\u00e3o, a massa tomate, queijo para macarronada, comprado e ralado em casa, para ficar mais barato, quantidade de frangos necess\u00e1rios, ou carne de porco, no nosso caso foi frango criado em casa, dimensionado pela quantia de pessoas que viriam no mutir\u00e3o, isto com ajuda de uma pessoa experiente, no nosso caso, nosso av\u00f4 Z\u00e9 Man\u00e9, como era conhecido, e minha v\u00f3 Benedita. Outra coisa importante \u00e9ra ter as panelas ou os fornos para fazer os alimentos. O macarr\u00e3o tinha que ser feito em forno que coubesse bastante macarr\u00e3o, panela para fazer os frangos, geralmente forno. E o caf\u00e9 ou ch\u00e1 mate, coados maiores que usados na rotina di\u00e1ria. Os pratos e colheres, eram aqueles esmaltados, meus pais emprestaram dos parentes, lembro que marcavam com esmalte, quando fosse devolver, sabiam quem eram os donos. Lembro que meus av\u00f3s tinham tudo isto, fornos algumas panelas maiores, pois faziam sab\u00e3o, a\u00e7\u00facar de cana e alguns casos a casa grande dos Bentos, tamb\u00e9m tinham todos este apetrechos de cozinha, inclusive lembro do taxo de cobre que tinham l\u00e1. Feito tudo que era necess\u00e1rio, o que n\u00e3o tinha, comprava ou emprestava aquilo que n\u00e3o havia necessidade de comprar. Meu pai e meus irm\u00e3os sa\u00edram de casa em casa fazer os convites para o mutir\u00e3o, o que era de costume ningu\u00e9m negava o convite e nem havia critica pelo motivo do mutir\u00e3o, \u00fanica coisa, nunca coincidir com outro no bairro. Algumas vezes os mais velhos resolvia este conflito, Uma coisa necess\u00e1rio no mutir\u00e3o era as limas, ou as pedras para melhorar o corte das ferramentas. Outra coisa necess\u00e1rio era agua para servir os trabalhadores, tinha que ter os corotes, as moringas e as porungas para levar agua no eito, e no decorrer do trabalho l\u00e1 vai meu pai oferecendo uma dose de cana chic ou um copo de vinho sangue de boi. No hor\u00e1rio do almo\u00e7o, foi servido em casa, pois se fosse levar no eito, seria necess\u00e1rio caldeir\u00f5es e os talheres serem transportado, por isto foi servido em casa, onde cada um pegava seu prato e colher, na ro\u00e7a n\u00e3o usava garfo como hoje, onde havia alguns que repetia o prato, comia-se a vontade, claro, uma dose de pinga ou vinho com a comida, no caso deste mutir\u00e3o, macarronada com frango, depois um golinho de caf\u00e9, isto foi em casa. Depois do almo\u00e7o, voltaram par o eito, trabalhavam um pouco mais, no ro\u00e7ado no caso deste mutir\u00e3o, aconteciam coisas bem caracter\u00edsticos como as cantorias, m\u00fasicas de pedidas de ajuda&nbsp;&nbsp;no eito, m\u00fasicas de \u00e9poca do Tonico e Tinoco, tamb\u00e9m fizeram uma forma de deixar uma turma fechada em um cap\u00e3o, foi divertido, depois veio o pedido em cantoria para ajudar a terminar o cap\u00e3o, lembro da bronca de um deles pela falta de agua para beber, coloc\u00e1vamos lim\u00e3o na agua para diminuir a quantia de aguas bebida. Depois a tarde, foi servido caf\u00e9 com p\u00e3o caseiro, feito em fornalha de lenha, ou tamb\u00e9m com ch\u00e1 mate, tudo isto era uma festa para os companheiros que foram ajudar meu pai, como citei, em casa eram Eu meu irm\u00e3o Elias, O Z\u00e9zo e o Lu\u00eds o mais velho, faleceu em 2001, meus pais Alicio e Maria, meu pai faleceu picado por uma cobra cascavel em nosso sitio em 1973, minha m\u00e3e faleceu em 2001, meus av\u00f3s Z\u00e9 Man\u00e9 e Benedita, j\u00e1 falecidos Tenho que fazer uma homenagem a maioria das pessoas que participaram neste mutir\u00e3o, s\u00e3o in m\u00e9mory, pois s\u00e3o falecidos, vou fazer como uma chamada pela saudade que nos causa est\u00e1 aus\u00eancia:&nbsp; Meus pais Alicio e Maria, meu irm\u00e3o Lu\u00eds, Meus av\u00f3s Jos\u00e9 e Benedita, meus tios, Zeca, Mario, Jo\u00e3o, tio Jo\u00e3o e Ana, meus tios padrinhos Oliveira e Bilica, Pedrinho e Isaura, primos, Maria e Mario, filho Z\u00e9 Eurico, Dona Rosa Fiory, Adelino Garbelotti, Sebasti\u00e3o Coltibelli, esposa dona Maria \u00e9 viva, Dinho me parece que tamb\u00e9m estava, enfim fam\u00edlia&nbsp;&nbsp;de dona Rosa, em mem\u00f3ria Dito Palma filho Sebasti\u00e3o, Zezito Vieira Palma, me parece que est\u00e1 vindo a mem\u00f3ria que o Mario Vieira estava tamb\u00e9m, meu padrinho Guga, esposo da madrinha Carmem , o Domingo Palma, o Jo\u00e3o Bas\u00edlio, esposo da Luiza que era irm\u00e3o do Zeca Nogueira, Jo\u00e3o era compadre do pai, o Zeca estava com a Geralda com os filhos e a luzia que \u00e9 casada com o Jo\u00e3o Barboza, seus filhos Carlos, Jo\u00e3o e Reinaldo, ambos falecidos, vivas me parece a F\u00e1tima e a Aparecida. 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