{"id":67,"date":"2025-05-13T13:35:04","date_gmt":"2025-05-13T16:35:04","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=67"},"modified":"2025-05-13T14:58:19","modified_gmt":"2025-05-13T17:58:19","slug":"mutiroes-na-barra-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/mutiroes-na-barra-seca\/","title":{"rendered":"Mutir\u00f5es na Barra Seca"},"content":{"rendered":"\n<p>Era costume quando um dos moradores do bairro estava apertado na sua ro\u00e7a organizar um mutir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer, procurava saber se n\u00e3o tinha no bairro algu\u00e9m programando um mutir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto era feito para reunir o maior n\u00famero poss\u00edveis de parceiros no mutir\u00e3o, que era feita aos s\u00e1bados, dia que geralmente, n\u00e3o era \u00fatil para os moradores do bairro.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai fez um que era para ro\u00e7ar os pastos do Z\u00e9 Mingo, para pagar uma d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia marcado(s\u00e1bado), compareceu umas 35 pessoas, inclusive um filho do Z\u00e9 Mingo.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ava o mutir\u00e3o l\u00e1 pelas&nbsp;&nbsp;07,30 horas, com um caf\u00e9 para os roceiros, servia caf\u00e9 era feito o p\u00e3o caseiro, isto feito pela esposa do dono do mutir\u00e3o que recebia ajuda dos parentes e amigas das fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Era costume servir no eito, uma pequena doze de pinga ou vinho, que era o sangue de boi que existe hoje e eu sou adepto deste vinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O bonito destas reuni\u00f5es que era o trabalho e a cantoria dos roceiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu e meus irm\u00e3o t\u00ednhamos que levar agua para os roceiros, coloc\u00e1vamos um pouco de lim\u00e3o para que n\u00e3o se bebessem tanta agua.<\/p>\n\n\n\n<p>Era dif\u00edcil, pois o ro\u00e7ado era longe do local das minas d\u00e0gua, n\u00e3o havia agua, suficiente, quem estava trabalhando reclamava.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio destes ro\u00e7ado, quem aparecia, era o chefe de quarteir\u00e3o que orientava os roceiros o que fazer, mas o que ocorreu neste ro\u00e7ado, lembro que o chefe de quarteir\u00e3o era o Pedro Ribeiro Palma, que convocou Benedito Ribeiro Palma e meu av\u00f4 Jos\u00e9 Rodrigues de Castro, para resolver uma situa\u00e7\u00e3o dentro do Mutir\u00e3o, ou at\u00e9 fora, como por exemplo o pr\u00f3ximo mutir\u00e3o, havendo conflito, decidiam, os postulantes acatavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Posto isto, vinha a hora do almo\u00e7o, era trabalhoso para as mulheres, comandado sempre por uma muito experiente, como minha \u00f3 Benedita e uma N\u00f4na, que n\u00e3o s\u00f3 trazia as crian\u00e7as ao mundo(dona Rosa Fiory), sempre estava a ajudar as fam\u00edlias dos Bento, at\u00e9 porque , uma de suas filhas era casada com o filho do Zeca Bento, o Ant\u00f4nio Bento e Ant\u00f4nio, ou Tonica como a conheciam.<\/p>\n\n\n\n<p>O almo\u00e7o era macarronada, feito com o macarr\u00e3o furado e a massa tomada era o da Cica, a do Elefante, j\u00e1 tinha naquele tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Amocava-se e voltava a trabalhar mais um pouco, at\u00e9 as duas horas da tarde. Lembro dos que foram neste multaram, Os meus tios, Jos\u00e9, Jo\u00e3o, Mario Martins, Sebasti\u00e3o do Dito Palma, Zezita Vieira, Oliveira Palma, Domingos Palma, a o Dominguinhos, Gabriel Foga\u00e7a, o In\u00e1cio.&nbsp;Pedro Bento, Pedro Bicudo, Ant\u00f4nio Mantino, Jos\u00e9 Barbosa, o Tonico, Dilino Gabelotti, padrinho Guga, Sebasti\u00e3o Coltibello e outros que n\u00e3o lembro, mas eram uns 35 no total e os tr\u00eas conselheiros, Av\u00f4 Z\u00e9 Man\u00e9, como era conhecido, Pedro Ribeiro Palma e Dito Ribeiro Palma. As mulheres, minha<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3e Maria, V\u00f3 Benedita, dona Rosa, tias Isaura, Maria do Mario, esposa do Z\u00e9 Barbosa a Juraci. Mais algumas, pois era muito servi\u00e7o para as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Como disse, o trabalho ia at\u00e9 as duas horas da tarde, depois do caf\u00e9 com p\u00e3o ou ch\u00e1<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/null\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Jorge\/Desktop\/Textos%20blog\/Mutir%C3%B5es%20na%20Barra%20Seca.docx#_msocom_1\">[jrdo1]<\/a>&nbsp;&nbsp;que era o ch\u00e1 mate, e as pessoas iam para casa para se preparar para o baile a noite.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas este ser\u00e1 tema de outro pagina que irei descrever.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era costume quando um dos moradores do bairro estava apertado na sua ro\u00e7a organizar um mutir\u00e3o. Para fazer, procurava saber se n\u00e3o tinha no bairro algu\u00e9m programando um mutir\u00e3o. Isto era feito para reunir o maior n\u00famero poss\u00edveis de parceiros no mutir\u00e3o, que era feita aos s\u00e1bados, dia que geralmente, n\u00e3o era \u00fatil para os moradores do bairro. Meu pai fez um que era para ro\u00e7ar os pastos do Z\u00e9 Mingo, para pagar uma d\u00edvida. No dia marcado(s\u00e1bado), compareceu umas 35 pessoas, inclusive um filho do Z\u00e9 Mingo. Come\u00e7ava o mutir\u00e3o l\u00e1 pelas&nbsp;&nbsp;07,30 horas, com um caf\u00e9 para os roceiros, servia caf\u00e9 era feito o p\u00e3o caseiro, isto feito pela esposa do dono do mutir\u00e3o que recebia ajuda dos parentes e amigas das fam\u00edlia. Era costume servir no eito, uma pequena doze de pinga ou vinho, que era o sangue de boi que existe hoje e eu sou adepto deste vinho. O bonito destas reuni\u00f5es que era o trabalho e a cantoria dos roceiros.&nbsp; Eu e meus irm\u00e3o t\u00ednhamos que levar agua para os roceiros, coloc\u00e1vamos um pouco de lim\u00e3o para que n\u00e3o se bebessem tanta agua. Era dif\u00edcil, pois o ro\u00e7ado era longe do local das minas d\u00e0gua, n\u00e3o havia agua, suficiente, quem estava trabalhando reclamava. No meio destes ro\u00e7ado, quem aparecia, era o chefe de quarteir\u00e3o que orientava os roceiros o que fazer, mas o que ocorreu neste ro\u00e7ado, lembro que o chefe de quarteir\u00e3o era o Pedro Ribeiro Palma, que convocou Benedito Ribeiro Palma e meu av\u00f4 Jos\u00e9 Rodrigues de Castro, para resolver uma situa\u00e7\u00e3o dentro do Mutir\u00e3o, ou at\u00e9 fora, como por exemplo o pr\u00f3ximo mutir\u00e3o, havendo conflito, decidiam, os postulantes acatavam. Posto isto, vinha a hora do almo\u00e7o, era trabalhoso para as mulheres, comandado sempre por uma muito experiente, como minha \u00f3 Benedita e uma N\u00f4na, que n\u00e3o s\u00f3 trazia as crian\u00e7as ao mundo(dona Rosa Fiory), sempre estava a ajudar as fam\u00edlias dos Bento, at\u00e9 porque , uma de suas filhas era casada com o filho do Zeca Bento, o Ant\u00f4nio Bento e Ant\u00f4nio, ou Tonica como a conheciam. O almo\u00e7o era macarronada, feito com o macarr\u00e3o furado e a massa tomada era o da Cica, a do Elefante, j\u00e1 tinha naquele tempo. Amocava-se e voltava a trabalhar mais um pouco, at\u00e9 as duas horas da tarde. Lembro dos que foram neste multaram, Os meus tios, Jos\u00e9, Jo\u00e3o, Mario Martins, Sebasti\u00e3o do Dito Palma, Zezita Vieira, Oliveira Palma, Domingos Palma, a o Dominguinhos, Gabriel Foga\u00e7a, o In\u00e1cio.&nbsp;Pedro Bento, Pedro Bicudo, Ant\u00f4nio Mantino, Jos\u00e9 Barbosa, o Tonico, Dilino Gabelotti, padrinho Guga, Sebasti\u00e3o Coltibello e outros que n\u00e3o lembro, mas eram uns 35 no total e os tr\u00eas conselheiros, Av\u00f4 Z\u00e9 Man\u00e9, como era conhecido, Pedro Ribeiro Palma e Dito Ribeiro Palma. As mulheres, minha M\u00e3e Maria, V\u00f3 Benedita, dona Rosa, tias Isaura, Maria do Mario, esposa do Z\u00e9 Barbosa a Juraci. Mais algumas, pois era muito servi\u00e7o para as mulheres. 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