{"id":62,"date":"2025-05-13T09:37:46","date_gmt":"2025-05-13T12:37:46","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=62"},"modified":"2025-05-13T14:57:58","modified_gmt":"2025-05-13T17:57:58","slug":"padre-salvador-e-as-ofertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/padre-salvador-e-as-ofertas\/","title":{"rendered":"Padre Salvador e as ofertas"},"content":{"rendered":"\n<p>Fartura \u00e9 uma cidade Cat\u00f3lica, parte de seus moradores s\u00e3o de origem Italiana, tanto que no in\u00edcio do S\u00c9C.XX, pediram para a C\u00faria que mandassem padres Italianos para a Vila que crescia rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Uns dos primeiros padres de origem Italiana que foi para Fartura, foi o padre Jos\u00e9 Trombi, mais tarde, Monsenhor Trombi.<\/p>\n\n\n\n<p>Monsenhor Trombi, batizou e casou muitos Cidad\u00e3os em Fartura, pois ali permaneceu at\u00e9 sua morte, anos 40, Fartura que \u00e9 a Terra de dois Bispos, Dom Gorgonio Alves da Encarna\u00e7\u00e3o e Dom Mauro Aparecido dos Santos. Gorgonio que vi como Coroinha do Padre Salvador, ele seu irm\u00e3o seu primo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fam\u00edlias Italianas que prosperaram em Fartura, n\u00e3o s\u00f3 as Italianas, mas tamb\u00e9m as de origem Espanhola, uma em especial a do Conrado Blanco, o emburrado. Digo que me recordo dele, parecia sempre estar descontente com alguma coisa, nem s\u00f3 na pescaria como j\u00e1 contei.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente da Dona Maria Vega, sua esposa, que gostava de conversar, at\u00e9 parecia ser italiana, gostava de parlare, parlare.<\/p>\n\n\n\n<p>Me pergunta se conhecia-os, sim, a fazenda deles na Barra Seca, fazia divisa com os s\u00edtios dos Bentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque falo isto dos Blanco, pois entre os imigrantes Espanh\u00f3is chegaram em Fartura, J\u00falio Gonzalo Martin e sua esposa Dona Josefa Gonzalo Blanco e su pequenho, lito, ou Manolito de J\u00falio de Miguel de Aurora, ou Jos\u00e9 Manuel Gonzalo Blanco, sobrinhos de Conrado e de Dona Maria, isto no ano de 1955.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio de Miguel de Aurora, como se conheciam em Espanha, era um homem pequeno tenia uma tarja de 01,55 , o suficiente para entrar no ex\u00e9rcito en Espanha, gostava muito de conversar, eu o escutei desde 1955 at\u00e9 1985. Em Fartura ele sempre se deu bem com todos, m\u00e9dicos, comerciantes, fazendeiros, padres e os pol\u00edticos da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Fartura e divers\u00e3o que tinha era ir ao cinema, J\u00falio ia sempre as quartas feiras, dona Sefa como n\u00f3s a chamava-a (era dona Josefa) lhe deu 20 cruzeiros, pois o cinema eram 10 cruzeiros , lhe restariam outros 10.<\/p>\n\n\n\n<p>Indo para o cinema, o filme come\u00e7ava as 08,00 horas, mas as 07,00 horas,<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;come\u00e7ava a missa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio estando esperando as 08,00 horas, hor\u00e1rio que come\u00e7ava a sess\u00e3o do Cinema, era um pouco antes das sete horas, encontrou com o senhor Merkis Alves da Encarna\u00e7\u00e3o, que convidou para ir a missa. Apesar de n\u00e3o ser muito apegado a Igreja, pois tinha suas ressalvas desde Espanha, foi. Entrou e ficou ao seu lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas missas, mesmo no meio da semana, o padre Salvador, chamava as mulheres ou as filhas de Maria, para recolher as ofertas, e pedia que elas se empenhassem com aqueles que podiam oferecer uma boa contribui\u00e7\u00e3o com a Par\u00f3quia, pois vivia um grande momento de crescimento, Semin\u00e1rio, Orfanato, a constru\u00e7\u00e3o do Asilo e as Freiras que administravam o Hospital, Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, por isto a necessidade da arrecada\u00e7\u00e3o. Neste dia, nesta Missa a encarregada de passar a recolher as ofertas&nbsp;&nbsp;foi Tereza Prestes, irm\u00e3 de Renato Prestes, filha de Jos\u00e9 Prestes, dono da casa onde funcionou a primeira escola para as meninas de Fartura. Onde o Conrado Blanco morou foi a primeira escola para meninos e a do Jos\u00e9 Prestes a das meninas.<\/p>\n\n\n\n<p>A missa corria com suas sequencias l\u00f3gicas, Entrada, confessional, Gl\u00f3ria, Evangelho do dia, Homilia, Credo, Ora\u00e7\u00e3o do Fieis. Nesta hora, hora das Ofertas, Tereza Prestes, passando com o acolhedor , chegou em frente a J\u00falio e senhor Merkis tirou uma quantia do bolso e p\u00f3s no acolhedor,&nbsp;&nbsp;J\u00falio tinha VINTE cruzeiro, se ele coloca, ia ficar sem ir ao cinema, ao mesmo tempo&nbsp;&nbsp;vinte cruzeiro, era muito dinheiro para dar de esmola, Tereza parou em frente os dois balan\u00e7ava o acolhedor, exigindo que colocasse algo e o senhor Merkis, olhava de canto para aquela situa\u00e7\u00e3o inusitada da cobran\u00e7a da Tereza , sabia ela que ele era sobrinha do Conrado, este fazendeiro dono de muitas posses em fartura.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio n\u00e3o colocou o dinheiro, mas passou muita vergoen\u00e7a, como dizia, prometeu nunca mais ir a missa, n\u00e3o podia ver a Tereza que trazia a recorda\u00e7\u00e3o daquela humilha\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio sempre contava esta hist\u00f3ria, um dia estando em Fartura, no Cemit\u00e9rio, estava pesquisando e vendo o nome de um ente querido, meu av\u00f4 Paterno, duas mulheres vieram&nbsp;&nbsp;&nbsp;e pararam, e uma me perguntou quem eu estava procurando. Perguntei o nome, ela me disse que era a Tereza, irm\u00e3 do Renato, foi que lhe perguntei dos fatos desta hist\u00f3ria. Ela&nbsp;&nbsp;disse n\u00e3o se recordar, mas era verdade que o padre Salvador pedia empenho com aquelas pessoas que podia doar mais, ent\u00e3o ela chegava e insistia at\u00e9 que&nbsp;&nbsp;entregasse algo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isto digo, quer saber desta hist\u00f3ria, pergunte a mim, pergunte a Tereza sei que morava aqui em S\u00e3o Paulo, pergunte a Monolito de J\u00falio de Miguel de Aurora ou Jose Manuel,su yro , mora aqui em S\u00e3o Paulo,&nbsp;&nbsp;J\u00falio e&nbsp;&nbsp;senhor Merkis,&nbsp;&nbsp;n\u00e3o est\u00e3o entre n\u00f3s, sabes porque eu sei, pois&nbsp;&nbsp;me contou muitas vezes, pois de 1955 at\u00e9 1985, convivia quase diariamente. faleceu em 1986, aqui em S\u00e3o Paulo&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fartura \u00e9 uma cidade Cat\u00f3lica, parte de seus moradores s\u00e3o de origem Italiana, tanto que no in\u00edcio do S\u00c9C.XX, pediram para a C\u00faria que mandassem padres Italianos para a Vila que crescia rapidamente. Uns dos primeiros padres de origem Italiana que foi para Fartura, foi o padre Jos\u00e9 Trombi, mais tarde, Monsenhor Trombi. Monsenhor Trombi, batizou e casou muitos Cidad\u00e3os em Fartura, pois ali permaneceu at\u00e9 sua morte, anos 40, Fartura que \u00e9 a Terra de dois Bispos, Dom Gorgonio Alves da Encarna\u00e7\u00e3o e Dom Mauro Aparecido dos Santos. Gorgonio que vi como Coroinha do Padre Salvador, ele seu irm\u00e3o seu primo. Fam\u00edlias Italianas que prosperaram em Fartura, n\u00e3o s\u00f3 as Italianas, mas tamb\u00e9m as de origem Espanhola, uma em especial a do Conrado Blanco, o emburrado. Digo que me recordo dele, parecia sempre estar descontente com alguma coisa, nem s\u00f3 na pescaria como j\u00e1 contei. Diferente da Dona Maria Vega, sua esposa, que gostava de conversar, at\u00e9 parecia ser italiana, gostava de parlare, parlare. Me pergunta se conhecia-os, sim, a fazenda deles na Barra Seca, fazia divisa com os s\u00edtios dos Bentos. Porque falo isto dos Blanco, pois entre os imigrantes Espanh\u00f3is chegaram em Fartura, J\u00falio Gonzalo Martin e sua esposa Dona Josefa Gonzalo Blanco e su pequenho, lito, ou Manolito de J\u00falio de Miguel de Aurora, ou Jos\u00e9 Manuel Gonzalo Blanco, sobrinhos de Conrado e de Dona Maria, isto no ano de 1955. J\u00falio de Miguel de Aurora, como se conheciam em Espanha, era um homem pequeno tenia uma tarja de 01,55 , o suficiente para entrar no ex\u00e9rcito en Espanha, gostava muito de conversar, eu o escutei desde 1955 at\u00e9 1985. Em Fartura ele sempre se deu bem com todos, m\u00e9dicos, comerciantes, fazendeiros, padres e os pol\u00edticos da cidade. Em Fartura e divers\u00e3o que tinha era ir ao cinema, J\u00falio ia sempre as quartas feiras, dona Sefa como n\u00f3s a chamava-a (era dona Josefa) lhe deu 20 cruzeiros, pois o cinema eram 10 cruzeiros , lhe restariam outros 10. Indo para o cinema, o filme come\u00e7ava as 08,00 horas, mas as 07,00 horas, &nbsp;come\u00e7ava a missa. J\u00falio estando esperando as 08,00 horas, hor\u00e1rio que come\u00e7ava a sess\u00e3o do Cinema, era um pouco antes das sete horas, encontrou com o senhor Merkis Alves da Encarna\u00e7\u00e3o, que convidou para ir a missa. Apesar de n\u00e3o ser muito apegado a Igreja, pois tinha suas ressalvas desde Espanha, foi. Entrou e ficou ao seu lado. Nas missas, mesmo no meio da semana, o padre Salvador, chamava as mulheres ou as filhas de Maria, para recolher as ofertas, e pedia que elas se empenhassem com aqueles que podiam oferecer uma boa contribui\u00e7\u00e3o com a Par\u00f3quia, pois vivia um grande momento de crescimento, Semin\u00e1rio, Orfanato, a constru\u00e7\u00e3o do Asilo e as Freiras que administravam o Hospital, Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, por isto a necessidade da arrecada\u00e7\u00e3o. Neste dia, nesta Missa a encarregada de passar a recolher as ofertas&nbsp;&nbsp;foi Tereza Prestes, irm\u00e3 de Renato Prestes, filha de Jos\u00e9 Prestes, dono da casa onde funcionou a primeira escola para as meninas de Fartura. Onde o Conrado Blanco morou foi a primeira escola para meninos e a do Jos\u00e9 Prestes a das meninas. A missa corria com suas sequencias l\u00f3gicas, Entrada, confessional, Gl\u00f3ria, Evangelho do dia, Homilia, Credo, Ora\u00e7\u00e3o do Fieis. Nesta hora, hora das Ofertas, Tereza Prestes, passando com o acolhedor , chegou em frente a J\u00falio e senhor Merkis tirou uma quantia do bolso e p\u00f3s no acolhedor,&nbsp;&nbsp;J\u00falio tinha VINTE cruzeiro, se ele coloca, ia ficar sem ir ao cinema, ao mesmo tempo&nbsp;&nbsp;vinte cruzeiro, era muito dinheiro para dar de esmola, Tereza parou em frente os dois balan\u00e7ava o acolhedor, exigindo que colocasse algo e o senhor Merkis, olhava de canto para aquela situa\u00e7\u00e3o inusitada da cobran\u00e7a da Tereza , sabia ela que ele era sobrinha do Conrado, este fazendeiro dono de muitas posses em fartura. J\u00falio n\u00e3o colocou o dinheiro, mas passou muita vergoen\u00e7a, como dizia, prometeu nunca mais ir a missa, n\u00e3o podia ver a Tereza que trazia a recorda\u00e7\u00e3o daquela humilha\u00e7\u00e3o. J\u00falio sempre contava esta hist\u00f3ria, um dia estando em Fartura, no Cemit\u00e9rio, estava pesquisando e vendo o nome de um ente querido, meu av\u00f4 Paterno, duas mulheres vieram&nbsp;&nbsp;&nbsp;e pararam, e uma me perguntou quem eu estava procurando. Perguntei o nome, ela me disse que era a Tereza, irm\u00e3 do Renato, foi que lhe perguntei dos fatos desta hist\u00f3ria. Ela&nbsp;&nbsp;disse n\u00e3o se recordar, mas era verdade que o padre Salvador pedia empenho com aquelas pessoas que podia doar mais, ent\u00e3o ela chegava e insistia at\u00e9 que&nbsp;&nbsp;entregasse algo. Por isto digo, quer saber desta hist\u00f3ria, pergunte a mim, pergunte a Tereza sei que morava aqui em S\u00e3o Paulo, pergunte a Monolito de J\u00falio de Miguel de Aurora ou Jose Manuel,su yro , mora aqui em S\u00e3o Paulo,&nbsp;&nbsp;J\u00falio e&nbsp;&nbsp;senhor Merkis,&nbsp;&nbsp;n\u00e3o est\u00e3o entre n\u00f3s, sabes porque eu sei, pois&nbsp;&nbsp;me contou muitas vezes, pois de 1955 at\u00e9 1985, convivia quase diariamente. faleceu em 1986, aqui em S\u00e3o Paulo&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":63,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,3,5],"tags":[],"class_list":["post-62","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-costumes-estilo-de-vida","category-historia-da-barra-seca-fartura-sp","category-memoria-local"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62\/revisions\/64"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}