{"id":31,"date":"2025-05-13T09:01:54","date_gmt":"2025-05-13T12:01:54","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=31"},"modified":"2025-05-13T09:01:56","modified_gmt":"2025-05-13T12:01:56","slug":"o-pescador-de-peixe-frito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/o-pescador-de-peixe-frito\/","title":{"rendered":"O Pescador de Peixe Frito"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Hist\u00f3rias da Barra Seca, O pescador de peixe frito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Covo arma\u00e7\u00e3o para pegar peixe, entra por este funil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Bairro Barra Seca tinha seus moradores que viviam em uma rotina constante.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fam\u00edlia dos Bentos de Castro nada de novo acontecia,fam\u00edlias lutando pelo seu ganha p\u00e3o, plantios de arroz, feij\u00e3o milho, alguns tinha outras plantas como o amendoim, feij\u00e3o fava, colheitas do caf\u00e9, ultima geada grande foi no ano de 1950, sempre havia as pequenas , que n\u00e3o destruiu o plantio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O ultimo sobre salto que houve foi a morte de minha bisav\u00f3 em 1953, V\u00f3 Rita como n\u00f3s a chamava, era m\u00e3e de minha av\u00f3 Benedita e tia do meu av\u00f4 , pois eles&nbsp;&nbsp;eram primos. Em 1960 houve um abalo grande para minha Av\u00f3, foi a morte derrepente do meu tio Jo\u00e3o Batista de Castro,&nbsp; dia 01 de Abril de 1960.Foi dram\u00e1tico, ver o desespero de minha av\u00f3 quando foram para o ro\u00e7ado onde meu tio foi trabalhar la encontraram ca\u00eddo em vida, chamaram o m\u00e9dico deu como causa morte cora\u00e7\u00e3o, doen\u00e7a de Chagas, pois Fartura tinha muitos casos de morte por chupan\u00e7a, o Barbeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O que ocorreu, minha av\u00f3 perdeu seu filho, o pen\u00faltimo deles, e o filho ca\u00e7ula, vivia amea\u00e7ando sair de casa. Minha av\u00f3 ficou desesperada com a perda do filho e o outro amea\u00e7ando sair de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Para isto n\u00e3o ocorrer, av\u00f4 Jos\u00e9 Man\u00e9, pediu para o senhor Julio Espanhol ficar de companhia com o tio Mario n\u00e3o fugir de casa.&nbsp; Meus tios ambos admiravam demais&nbsp;&nbsp;o senhor J\u00falio.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou anos ali trabalhando, mas como pajem do que ganhando algo com esta sociedade de meeiros com meu tio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tinham hora para ir para a ro\u00e7a, como n\u00e3o tinha hora para sair.<\/p>\n\n\n\n<p>Principalmente se marcassem uma pescaria para o Rio Itarar\u00e9. Qual era a pescaria, tinha uma arma\u00e7\u00e3o chamada (c\u00f3vo), que era um jaca fechado de um lado e de outro lado uma arma\u00e7\u00e3o como um funil, colocavam comida para os peixes, que entravam, e como eram um funil o peixe n\u00e3o percebia a sa\u00edda. Sempre iam uma vez por semana, era s\u00f3 abrir o covo e retirar os peixes. Toda semana tinha em m\u00e9dia de 10 quilos dentro do covo, peixes como Campineiro, Tra\u00edra, Mandichuva, curimba, alguns cascudos, iam la retirava os peixes e voltavam para casa. Minha av\u00f3 limpava e fritava o peixe&nbsp; para o senhor J\u00falio levar para casa, morava na cidade l\u00e1 chegava com os peixes j\u00e1 frito.<\/p>\n\n\n\n<p>Dona Josefa contava para as vizinhas que o J\u00falio ia pescar, mas chegava em casa com o peixe frito. Isto caiu nos ouvidos de seus vizinhos que encontravam com seu J\u00falio e o chamavam de pescador de peixe frito, todos sabem como s\u00e3o as hist\u00f3rias de pescador, tornou-se uma galhofa, o pescador de peixe frito.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isto n\u00e3o era galhofa, mas sim o cuidado que minha av\u00f3 tinha, com aquela pessoa que tanto a servia, tornando-se um pajeador de adulto, deixando sua vida de lado em prol de servir uma fam\u00edlia. Isto foi J\u00falio Gonzalo Martins, um homem que serviu\u00a0\u00a0e pajeou meus tios a pedido de meu av\u00f4, para servir minha av\u00f3, pessoas que o admiravam e tinham uma grande estima, este pequeno grande homem, que viveu para servir e n\u00e3o se servir, que foi para todos n\u00f3s um grande amigo e nos orientou nas nossas jornadas. Mais uma hist\u00f3ria vivida no Bairro Barra Seca, da fam\u00edlia Bento de Castro.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias da Barra Seca, O pescador de peixe frito. &nbsp;Covo arma\u00e7\u00e3o para pegar peixe, entra por este funil O Bairro Barra Seca tinha seus moradores que viviam em uma rotina constante. 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Sempre iam uma vez por semana, era s\u00f3 abrir o covo e retirar os peixes. Toda semana tinha em m\u00e9dia de 10 quilos dentro do covo, peixes como Campineiro, Tra\u00edra, Mandichuva, curimba, alguns cascudos, iam la retirava os peixes e voltavam para casa. Minha av\u00f3 limpava e fritava o peixe&nbsp; para o senhor J\u00falio levar para casa, morava na cidade l\u00e1 chegava com os peixes j\u00e1 frito. Dona Josefa contava para as vizinhas que o J\u00falio ia pescar, mas chegava em casa com o peixe frito. Isto caiu nos ouvidos de seus vizinhos que encontravam com seu J\u00falio e o chamavam de pescador de peixe frito, todos sabem como s\u00e3o as hist\u00f3rias de pescador, tornou-se uma galhofa, o pescador de peixe frito. Mas isto n\u00e3o era galhofa, mas sim o cuidado que minha av\u00f3 tinha, com aquela pessoa que tanto a servia, tornando-se um pajeador de adulto, deixando sua vida de lado em prol de servir uma fam\u00edlia. 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