{"id":101,"date":"2025-05-13T14:12:02","date_gmt":"2025-05-13T17:12:02","guid":{"rendered":"http:\/\/bloghistoriasdabarraseca.local\/?p=101"},"modified":"2025-05-13T14:59:44","modified_gmt":"2025-05-13T17:59:44","slug":"o-fogao-de-vermelhao-do-compadre-jose-bertoldo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.devmarcusoliveira.com.br\/bloghistoriasdabarraseca\/o-fogao-de-vermelhao-do-compadre-jose-bertoldo\/","title":{"rendered":"O Fog\u00e3o de Vermelh\u00e3o do Compadre Jose Bertoldo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Fog\u00e3o de Vermelh\u00e3o.<br>O Fog\u00e3o do compadre Z\u00e9 Bertoldo ou do Compadre Z\u00e9 Panema<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A vida na ro\u00e7a ou na cidade nos anos 40, 50 e 60, seguia um ritmo morno, poucas inova\u00e7\u00f5es.<br>Em Fartura, nos Anos 50, come\u00e7aram uma brincadeira que o Padre Francisco n\u00e3o ia mais distribuir cinzas, na Quarta-feira de Cinzas, porque?<br>Tinha comprado um fog\u00e3o a g\u00e1s, nossa prima que trabalhava com ele, n\u00e3o usava mais fog\u00e3o a lenha, (, a cozinheira do Padre Francisco) era neta do Jo\u00e3o Bento de Castro.<br>O radio tinha em poucas casas, na Barra Seca, tinha no Roberto Garcia, filho do Z\u00e9 Mingo, na casa do Pedro Ribeiro Palma, na casa do Jo\u00e3o da Nica, lembro que a antena tinha que ser um fio estendido com dois bambus bem alto,, descia este fio para o r\u00e1dio, podia ser de pilha uma lata com 60 pilhas interligadas, que durava 06 ou sete meses, ou radio a bateria que era recarreg\u00e1vel, bateria do carro, levava na cidade demorava 02 a 03 dias para completar a carga como se dizia.<br>Outro sonho era ter uma panela de press\u00e3o, pois para cozinhar feij\u00e3o demorava uma eternidade no fog\u00e3o a lenha, nesta panela s\u00f3 uma hora, era uma economia de tempo e de lenha muito grande.<br>Uma coisa que em todas as casas tinha era o fog\u00e3o de lenha, feito artesanalmente, algumas vezes feito sobre quatro estacas, embaixo colocava lenha, ou era preenchido de terras e socado e montado o fog\u00e3o e a chamin\u00e9 para a sa\u00edda fuma\u00e7a e a chapa de ferro, era o mais usual. Mas para minha m\u00e3e, o sonho era ter um fog\u00e3o de vermelh\u00e3o, feito pelo tio Z\u00e9 Panema, era uma grife o fog\u00e3o e a cozinha, avermelhada.<br>Meu av\u00f4 tinha chamado o compadre Z\u00e9 Bertoldo para fazer o fog\u00e3o para minha av\u00f3, meus pais chamaram, estava morando em Taquarituba. Meu pai conseguiu dinheiro para comprar os materiais e pagar o compadre Z\u00e9 Panema para fazer o fog\u00e3o de vermelh\u00e3o e a cozinha.<br>O fog\u00e3o do Tio Z\u00e9 Panema tinha um acabamento impec\u00e1vel, era colocado , a chapa para 04 panelas, em baixo o forno para assar, p\u00e3o , carne e outra delicias, e o mais importante, n\u00e3o tinha que esperar outro dia de manh\u00e3 para tirar o borralho, pois era tirado por baixo do forno, uma grande inova\u00e7\u00e3o para minha m\u00e3e e minha av\u00f4.<br>O que mais encantava a gente era ver a paz e a tranquilidade com que o tio Jos\u00e9 fazia o seu trabalho, dava uma paz no espirito, um alivio na alma, ver ele trabalhar, nunca mereceu o apelido Ind\u00edgena, compadre Panema, perjorativo(Panema), mas sim o que meu av\u00f4 sempre o chamava, compadre Z\u00e9 Bertoldo. Para meu av\u00f4 o Jos\u00e9 Rosa de Paula, era o Jos\u00e9 Bertoldo, sabes porque: Na Barra Seca tem o costume de chamar o filho pelo nome do pai, por isto o Z\u00e9 Bertoldo, Bertoldo era seu pai, bem como meu av\u00f4 Z\u00e9 Man\u00e9, Manuel era seu pai, Z\u00e9 Jo\u00e3o, Jo\u00e3o era seu Pai, todos eram origin\u00e1rios de S\u00e3o Sim\u00e3o. Vamos mudar n\u00e9 Dito, tirar o Panema e colocar para sempre o Z\u00e9 Bertoldo, em Sebasti\u00e3o, Jos\u00e9, Jo\u00e3o, Ant\u00f4nio, Dito, in memory, Pedro, todos Bertoldo e nunca mais Panema.<br>Mais uma hist\u00f3ria que o Dito Bertoldo sabe, mas o Elias tamb\u00e9m sabe, quer saber mais pergunte ao Elias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fog\u00e3o de Vermelh\u00e3o.O Fog\u00e3o do compadre Z\u00e9 Bertoldo ou do Compadre Z\u00e9 Panema A vida na ro\u00e7a ou na cidade nos anos 40, 50 e 60, seguia um ritmo morno, poucas inova\u00e7\u00f5es.Em Fartura, nos Anos 50, come\u00e7aram uma brincadeira que o Padre Francisco n\u00e3o ia mais distribuir cinzas, na Quarta-feira de Cinzas, porque?Tinha comprado um fog\u00e3o a g\u00e1s, nossa prima que trabalhava com ele, n\u00e3o usava mais fog\u00e3o a lenha, (, a cozinheira do Padre Francisco) era neta do Jo\u00e3o Bento de Castro.O radio tinha em poucas casas, na Barra Seca, tinha no Roberto Garcia, filho do Z\u00e9 Mingo, na casa do Pedro Ribeiro Palma, na casa do Jo\u00e3o da Nica, lembro que a antena tinha que ser um fio estendido com dois bambus bem alto,, descia este fio para o r\u00e1dio, podia ser de pilha uma lata com 60 pilhas interligadas, que durava 06 ou sete meses, ou radio a bateria que era recarreg\u00e1vel, bateria do carro, levava na cidade demorava 02 a 03 dias para completar a carga como se dizia.Outro sonho era ter uma panela de press\u00e3o, pois para cozinhar feij\u00e3o demorava uma eternidade no fog\u00e3o a lenha, nesta panela s\u00f3 uma hora, era uma economia de tempo e de lenha muito grande.Uma coisa que em todas as casas tinha era o fog\u00e3o de lenha, feito artesanalmente, algumas vezes feito sobre quatro estacas, embaixo colocava lenha, ou era preenchido de terras e socado e montado o fog\u00e3o e a chamin\u00e9 para a sa\u00edda fuma\u00e7a e a chapa de ferro, era o mais usual. 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