Vou hoje descrever como foi este mutirão em casa.
Meu pai decidiu fazer este mutirão pelo fato de ter que entregar a área no tempo combinado.
Tinha que ver se tinha condições de comprar os pertences necessário para a execução do mutirão.
Pertences tais como, bebida, pinga, vinho, chá mate, o café, no nosso caso, tínhamos café caseiro, só tinha que torrar e moer, isto feito em casa.
Os alimentos tinha que ser dimensionados a quantidade de macarrão, a massa tomate, queijo para macarronada, comprado e ralado em casa, para ficar mais barato, quantidade de frangos necessários, ou carne de porco, no nosso caso foi frango criado em casa, dimensionado pela quantia de pessoas que viriam no mutirão, isto com ajuda de uma pessoa experiente, no nosso caso, nosso avô Zé Mané, como era conhecido, e minha vó Benedita.
Outra coisa importante éra ter as panelas ou os fornos para fazer os alimentos.
O macarrão tinha que ser feito em forno que coubesse bastante macarrão, panela para fazer os frangos, geralmente forno. E o café ou chá mate, coados maiores que usados na rotina diária. Os pratos e colheres, eram aqueles esmaltados, meus pais emprestaram dos parentes, lembro que marcavam com esmalte, quando fosse devolver, sabiam quem eram os donos.
Lembro que meus avós tinham tudo isto, fornos algumas panelas maiores, pois faziam sabão, açúcar de cana e alguns casos a casa grande dos Bentos, também tinham todos este apetrechos de cozinha, inclusive lembro do taxo de cobre que tinham lá.
Feito tudo que era necessário, o que não tinha, comprava ou emprestava aquilo que não havia necessidade de comprar.
Meu pai e meus irmãos saíram de casa em casa fazer os convites para o mutirão, o que era de costume ninguém negava o convite e nem havia critica pelo motivo do mutirão, única coisa, nunca coincidir com outro no bairro. Algumas vezes os mais velhos resolvia este conflito,
Uma coisa necessário no mutirão era as limas, ou as pedras para melhorar o corte das ferramentas.
Outra coisa necessário era agua para servir os trabalhadores, tinha que ter os corotes, as moringas e as porungas para levar agua no eito, e no decorrer do trabalho lá vai meu pai oferecendo uma dose de cana chic ou um copo de vinho sangue de boi.
No horário do almoço, foi servido em casa, pois se fosse levar no eito, seria necessário caldeirões e os talheres serem transportado, por isto foi servido em casa, onde cada um pegava seu prato e colher, na roça não usava garfo como hoje, onde havia alguns que repetia o prato, comia-se a vontade, claro, uma dose de pinga ou vinho com a comida, no caso deste mutirão, macarronada com frango, depois um golinho de café, isto foi em casa. Depois do almoço, voltaram par o eito, trabalhavam um pouco mais, no roçado no caso deste mutirão, aconteciam coisas bem característicos como as cantorias, músicas de pedidas de ajuda no eito, músicas de época do Tonico e Tinoco, também fizeram uma forma de deixar uma turma fechada em um capão, foi divertido, depois veio o pedido em cantoria para ajudar a terminar o capão, lembro da bronca de um deles pela falta de agua para beber, colocávamos limão na agua para diminuir a quantia de aguas bebida.
Depois a tarde, foi servido café com pão caseiro, feito em fornalha de lenha, ou também com chá mate, tudo isto era uma festa para os companheiros que foram ajudar meu pai, como citei, em casa eram Eu meu irmão Elias, O Zézo e o Luís o mais velho, faleceu em 2001, meus pais Alicio e Maria, meu pai faleceu picado por uma cobra cascavel em nosso sitio em 1973, minha mãe faleceu em 2001, meus avós Zé Mané e Benedita, já falecidos
Tenho que fazer uma homenagem a maioria das pessoas que participaram neste mutirão, são in mémory, pois são falecidos, vou fazer como uma chamada pela saudade que nos causa está ausência:
Meus pais Alicio e Maria, meu irmão Luís, Meus avós José e Benedita, meus tios, Zeca, Mario, João, tio João e Ana, meus tios padrinhos Oliveira e Bilica, Pedrinho e Isaura, primos, Maria e Mario, filho Zé Eurico, Dona Rosa Fiory, Adelino Garbelotti, Sebastião Coltibelli, esposa dona Maria é viva, Dinho me parece que também estava, enfim família de dona Rosa, em memória Dito Palma filho Sebastião, Zezito Vieira Palma, me parece que está vindo a memória que o Mario Vieira estava também, meu padrinho Guga, esposo da madrinha Carmem , o Domingo Palma, o João Basílio, esposo da Luiza que era irmão do Zeca Nogueira, João era compadre do pai, o Zeca estava com a Geralda com os filhos e a luzia que é casada com o João Barboza, seus filhos Carlos, João e Reinaldo, ambos falecidos, vivas me parece a Fátima e a Aparecida. Não posso deixar de citar o primo Inácio, como citei um filho do Zé Mingo estava no mutirão vou citar seu nome apesar de dizer que não me conhece, o Duarte estava neste mutirão, o Zé Barbosa e a Juraci, o Tonico Barbosa, fim trágico como meu pai, os futuros genros do João Basílio, Gentil e outro que não me vem a memória, mas eles eram ligados ao Fidenco Cananéia, que tocava violino e era lenhador, cortador de lenha.
Teve mais pessoas que ajudaram minha mãe na cozinha, tais como , minha Vó Benedita, Maria do Mario, Juraci do Zé Barbosa, Tia Isaura, madrinha Bilica, creio que a tia Lurdes, dona Rosa, agora Lembrei mais alguém que estava o Joaquim e o Mino e um que era folclore, mas lá estava, o Tufão e o seu irmão, moravam lá no Zé Prioli, eram muito amigos de meu pai e nós meninos nos davam demais com eles. Do seu Júlio Coldibelli e de dona Maria tinha mais alguns de seus filhos, eram compadres de meu pai.
O mutirão para ser detalhado, teria que ser contado em pelo menos 100 páginas, seria um livro, aqui não é possível.
Não esqueçamos que a noite tem o baile que tem detalhes interessantes que muita gente vai se recordar, então até a noite.
